Relatos de Graça

Graça II - "A Mãezinha, da Casa do Pai, continua a ajudar os seus e os nossos Amigos."

Mãezinha sempre se manteve fiel às amizades, aos amigos e benfeitores, às pessoas com quem se encontrou no decorrer de sua caminhada terrena. A todos se fazia “presença amiga”, fosse por suas orações, cartas, bilhetes ou acolhendo-as, no locutório, quando a procuravam, sempre participando de seus sofrimentos e alegrias.

Após a morte de Mãezinha, uma família amiga passou por grandes sofrimentos devido à doença e internação de J.R.A. − aliás, grande amigo de nossa Comunidade, especialmente de Mãezinha − orientando-a na parte administrativa do Mosteiro e construções da Capela e da Casa, colaborando, financeiramente, em tais empreendimentos.

Internado em grande Hospital do Rio de Janeiro, cercavam-no de todo carinho e atenção sua esposa e filhos, inclusive seu empregado, Sr. A. (caseiro), há anos a serviço da Família. Uma noite, sentindo-se aflita pelo estado do esposo, em quem haviam colocado uma sonda, diante de tanto sofrimento e angústia do querido enfermo, a esposa pediu ao Sr. A. que ficasse junto ao leito, pois tinha necessidade de sair por alguns minutos para se refazer e chorar. Passado algum tempo, encontrando-se com o Sr. A., no corredor próximo ao quarto, perguntou-lhe como J.R.A.estava. Ao que ele respondeu: “Depois que a Irmã  chegou e ficou perto, junto ao leito, falando-lhe, ele ficou tranqüilo, calmo, adormecendo logo”. Surpresa, a esposa disse-lhe que ele (seu esposo) não tinha irmã Religiosa, e que no Hospital não havia “freiras”, ao que o Sr. A. rebateu, afirmando que “a Irmã entrou, sim, no quarto dele”. Julgando estar o caseiro cansado, pelas noites de vigília junto ao enfermo, ela silenciou... Tempos depois, (18/01/97) J.R.A. veio a falecer, sendo o sepultamento em P.A., e a Missa de Corpo Presente, em nossa Capela. Encerradas as cerimônias fúnebres, a Família foi recebida no locutório pela Comunidade. Próximo à porta, encontra-se um grande retrato da Mãezinha. Quando o Sr. A (o caseiro) deparou com a foto, surpreso, foi logo dizendo: “- É ela, é ela! Foi esta a Irmã que entrou no quarto do Sr. J.R. e ficou falando com ele, em seu leito, no Hospital!” Até hoje a família dá tal testemunho e autorizou este relato, sentindo que a Mãezinha, da Casa do Pai, continua a ajudar os seus e os nossos Amigos.

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